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Papel picado, farinha e cola. Essa é a receita básica do papel machê. No primeiro curso que eu fiz a massa era feita com papel higiênico, depois de deixar ós rolos de molho era só desmanchar com a mão e a textura fininha do papel fazia uma massa homogênea e fácil de trabalhar. Mas a graça da técnica para mim está na possibilidade de reciclar um material que tem como destino o lixo, daí comecei a experimentar com papel sulfite (usado, claro), papelão e o que mais eu puder salvar do descarte.

Criei minha receita, uso além da cola e farinha um pouco de massa corrida e modéstia às favas é a melhor massa de papel machê que já usei.

Além da massa uso também o papel rasgado e cola, o que alguns chamam de papietagem. 

Com o tempo fui desenvolvendo minha técnica e criação, para fugir da cara de brinquedo que muito se vê por aí. Gosto de  trazer um toque mais escultural, sem ficar muito longe do lúdico.

Minha linha de esculturas de mãos estão entre as preferidas. Ao mesmo tempo que trazem poesia, servem de um porta joia ou um objeto decorativo sem igual.

Dar uma utilidade às peças também é algo que me fascina. Trago um pouco de beleza nos objetos do dia a dia ou invento maneiras de fazer com que nos relacionemos com a arte e nossos desejos, como as casinhas de pensamentos, uma obra interativa que guarda bilhetinhos que nunca serão lidos, uma maneira de parar, pensar e jogar pro universo.  

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