Ano novo, sonhos novos, ideias novas, desejos novos, metas novas.

Dia desses ouvi um Podcast com a Dra. Tara Swart, uma neurocientista que fala sobre o bem estar da mente. Ela cita pesquisas em que a mentalização faz milagres, como a que colocou voluntários mentalizando um exercício físico e ao final da pesquisa eles aumentaram sua força. Incrível, não é mesmo?

Eu acredito na força dos pensamentos e costumo visualizar meus objetivos, sejam eles materiais ou não.

Palavras, frases positivas, poemas inspiradores... Anoto tudo e vou colocando pela casa.

Quer saber de uma mentalização que deu certo? Um dia (há muitos anos) Jaime anotou num papel e me deu: "Quando completar 40 anos vamos comprar uma casa no Lago Comary". Eu guardei o bilhete e quando compramos a casa mostrei pra ele, não foi no lago, mas no condomínio que quando mudamos para Mogi era um sonho que parecia distante.

Vale mentalizar, anotar e manifestar. Seu cérebro anota também e a partir daí você se mobiliza para realizar aquilo que desejou. Pelo menos foi isso que a Tara disse, isso é ciência meu povo!

Convido você a se manifestar, pense, sonha, anote. Dedique aquele momento antes de dormir para pensar no seu corpo saudável, em você fazendo exercícios, no seu trabalho dos sonhos, na refeição que quer aprender a cozinhar, no carro que deseja comprar, na língua que quer aprender... não imponha limites para seus sonhos!


Em 2021 este vai ser meu plano de fundo no meu PC. Se você quiser é só salvar e usar no seu.


Desejo a você que está lendo um feliz ano novo, cheio de sonhos e realizações!



Fiz uma imersão na semana passada sobre design de superfícies e sobre como montar e apresentar um portfólio. Três das quatro palestrantes falaram da importância do site e da "bio". Comecei a montar sozinha este site para ter meus trabalhos guardados e dividir um pouco minhas ideias. Sempre gostei de escrever e apesar de introvertida eu gosto de jogar meus pensamentos por aí.

Mas ainda não sei o que escrever na bio. O que dizer para alguém interessado em uma ilustração? Minha formação, idade, onde moro...

Quero dizer que sou do mato, das flores, de ouvir rádio AM e uma Playlist de deixar qualquer um confuso (tenho um gosto musical pra lá de eclético). Que gosto de cozinhar mas depois do compromisso de fazer almoço e jantar por tanto tempo perdi um pouco da vontade.

Que meu dia ideal inclui acordar cedo, tomar café preto e algo doce pra acompanhar. Mexer no jardim, almoçar uma salada acompanhada de vinho branco, pintar, desenhar ou costurar, caminhar um pouquinho e jantar pizza acompanhada de vinho tinto na frente da TV. Depois ler um poquinho e dormir cedo.

Também preciso contar da minha vontade de estampar tecidos (de preferência da Liberty), vender uma peça para a Anthropologie e fazer uma exposição de quadros das minhas moças.

Mas acho que é muita coisa, então não escrevo nada.

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E deixo mais um desenho aqui de presente para quem quiser colorir.


Flower lady2
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Os primeiros cachos de Jade estão brotando, da minha janela já consigo avistar esse presente.

Há mais de vinte anos eu já visitava esta que vem a ser a cidade que escolhemos para viver pois aqui moravam os avós do Jaime.

Na chácara em plena cidade éramos acolhidos com o café do Seu Gumercindo e o doce de abóbora da Dona Luzia. Sentávamos nos bancos de madeira de demolição na varanda e a tarde passava sem pressa, ao som das histórias dos dois.

Nos meses de inverno a varanda ficava envolta por essa folhagem que protegia e inebriava com sua beleza.

A varanda com móveis feitos pelo “biso” foi palco dos primeiros passos dos meus filhos, seus primeiros rabiscos, suas tarefas da escola e intermináveis brincadeiras com primos, tios e avós.

Foi lá também que depois de um derrame Seu Gumercindo passava a maior parte do tempo, com sua fala já atrapalhada pelo infortúnio mas sua disposição pela vida intacta. Depois do trabalho eu passava lá, tomava um café e ouvia as suas histórias que até hoje trago na memória.

Seu Gumercindo nos deixou, Dona Luzia aguentou com a força de quem aos 16 anos se casou com um moço que mal conhecia e pariu onze filhos, um sozinha enquanto o marido trazia a parteira. Mas um dia ela também partiu, a casa foi trancada e não sei se a Jade resistiu.

Quando encontrei a muda dessa flor plantei cheia de esperança. Queria a lembrança e o aconchego de tanto carinho no meu jardim. E agora, quando começa o inverno eu sento no jardim e vejo no turquesa vivo Dona Luzia mexendo o tacho de cobre no fogão de lenha, Seu Gumercindo com seu chapéu de palha trazendo frutas do pomar e avisando que a mesa tá posta e “pra comer chama uma vez só!”

Um texto antigo, estava no meu Instagram e aos poucos vou guardando aqui pois nunca se sabe se um dia a rede cai.